7.11.10

Você deveria desenhar todos os dias



Livremente traduzido do genial blog Coffee with an architect.

Eu desenho todos os dias. Eu desenho para descobrir coisas. Para explorar idéias. Ou apenas pra matar o tempo enquanto assisto American Idol. Quando eu pego numa caneta pra desenhar, nunca sei de verdade o que eu estou procurando. Mas o ato de desenhar me ajuda a encontrar. Tenho feito isso há muito tempo. E, neste ponto da minha carreira, eu não consigo pensar sem desenhar. Pergunte qualquer coisa que envolva espaço ou forma ou organização e eu vou procurar uma caneta. Me tornei arquiteto (de alguma maneira) por gostar de desenhar. Sempre fui bom nisso e sempre pratiquei. Ao longo do tempo, o desenho se tornou uma maneira de elaborar idéias. Acredito que não há maneira melhor de trabalhar com inter-conexões e relações espaciais complicadas. Além disso, desenhar é uma maneira de explorar o desconhecido, ou aquilo que está ao alcance dos seus dedos. E na verdade não é tão difícil. Descobri que se você desenhar o suficiente estará apto a apenas "desenhar" - sem pensar, e ver o que acontece. É como improvisar na música. Sim, há um sistema que você terá de aprender. Mas, uma vez compreendido, você simplesmente desenha. Depois de, pelo menos, 18 anos fazendo isso eu constantemente fico impressionado com o que eu desenho. Claro, a maioria dos desenhos é uma porcaria. Mas talvez alguma coisa não seja.
Você devia tentar... TODO DIA.

É catártico.

1.11.10

Casa-cubo no Japão

Esta é para meus alunos. A prova de que dá pra fazer um "caixotinho" de forma criativa, inusitada, plástica e funcionalmente interessante. Localizado em Yokohama, esta casa projetada por Nobuhito Mori, tem linhas minimalistas, e segue a tendência da casa voltada para seu interior, representando um refúgio em relação ao caótico mundo exterior. O terreno pequeno (100m²) foi totalmente utilizado, algo comum em terras japonesas.












31.10.10

30.10.10

Contos de um arquiteto daltônico - 01


Certa noite, lá pelo segundo semestre da faculdade, estava eu fazendo meu trabalho de Desenho e Plástica II sozinho na FAU, de madrugada, com minha caixa de lápis de cor aquarelada, 40 cores, importada, um show. Eu sabia quais eram as cores porque decorei a posição dos lápis na caixa. Os azuis no começo, depois os verdes, amarelos, laranjas e assim por diante.
 O trabalho consistia em desenhar vários tipos de vegetação, devidamente coloridos. De repente, esbarro acidentalmente e a caixa vai pro chão. 4h da manhã. O trabalho era pra ser entregue no dia seguinte. Respirei fundo, juntei os lápis do chão e comecei a colorir meu trabalho, sem medo de ser feliz. E tome grama laranja, folha amarela e céu roxo. No dia seguinte, apesar dos apelos dos meus caros colegas, temerosos pelo trauma que a avaliação da professora pudesse causar neste futuro arquiteto, entreguei os desenhos.
Dias depois, qual não foi minha surpresa: nota 9,0! Segundo a professora, eu coloquei a minha "verdade" nos desenhos. Reproduzi as cores conforme eu enxergava. Devia estar uma "beleza" o trabalho, mas o resultado foi o início do fim de um medo que poderia permear todo o meu curso. É claro que não dá pra fazer isso com uma casa, ou com um ambiente, mas a moral da história é: Não importa que cor você enxergue, sempre vai ter algum maluco que concorde contigo!